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Por que não a EGR? Sofia questiona decisão de Leite

Na tribuna da Assembleia Legislativa, na sessão plenária desta quinta-feira (12/02), a deputada Sofia Cavedon questionou a decisão do governador Eduardo Leite sobre o modelo de concessões rodoviárias em andamento no Estado: por que não utilizar a Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR) para executar as obras, já que há recursos públicos disponíveis e capacidade técnica comprovada?

Para a parlamentar, a decisão do governo é política e tem impacto direto no bolso da população. “Para a população seria muito mais barato. Em vez de R$ 0,19 o km, nós pagaríamos R$ 0,12. Eduardo Leite não quer. Eduardo Leite tem uma decisão política de entregar aos negócios privados e pesar a mão sobre a vida das famílias e a economia do povo gaúcho”, afirmou.

Sofia relatou que, em reunião da CPI dos Pedágios com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) — contratado para realizar os estudos de modelagem das concessões — foi confirmada uma informação relevante: o governo do Estado não solicitou estudos para que as obras dos blocos 1 e 2 fossem executadas por meio da EGR. Segundo a deputada, a própria empresa afirmou na CPI que possui condições técnicas para realizar as intervenções previstas.

“Tratamos da possibilidade de uma modelagem que traria mais benefícios à população, que seria a realização das obras com os recursos do Funrigs através da EGR. Uma empresa que não visa lucro e que reinveste toda a receita nas obras e na manutenção das rodovias do Rio Grande do Sul”, explicou.

A parlamentar também chamou atenção para o impacto financeiro do modelo escolhido pelo Executivo. De acordo com ela, as obras serão financiadas com cerca de R$ 3 bilhões do Funrigs, valores que, no momento da contratação, são transferidos às concessionárias e passam a render juros. “A população irá pagar caro por obras que demorarão anos. Sabemos que nenhuma obra sai imediatamente. E estamos falando de recursos públicos que, ao serem transferidos, já começam a gerar uma projeção de juros muito significativa”, alertou.

Para Sofia, os elementos já levantados pela CPI reforçam que a concessão não é uma imposição técnica, mas uma escolha política do governo do Estado. A comissão seguirá aprofundando o debate e analisando alternativas que possam responder à apreensão da população gaúcha diante dos novos editais e dos efeitos já sentidos com a implementação do bloco 3.

Matéria do Portal da Bancada do PT/RS