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Sofia critica precarização no serviço público e cobra reconstrução da Metroplan

A Assembleia Legislativa aprovou nesta terça-feira (09) o PL 167/2026, de autoria do Poder Executivo, que autoriza a prorrogação de 23 contratos temporários vigentes na Fundação Estadual de Planejamento Metropolitano e Regional (Metroplan).

Durante a discussão da matéria em plenário, a deputada estadual Sofia Cavedon (PT) anunciou voto favorável à proposta para evitar a interrupção das atividades, mas criticou a política de sucessivas contratações temporárias adotada pelo governo estadual e defendeu a reconstrução da capacidade de planejamento do Estado.

Segundo a parlamentar, a ampliação dos vínculos precários no serviço público é resultado da falta de concursos e do enfraquecimento das estruturas permanentes do Estado.

“Essa prática aviltante em relação aos trabalhadores e às trabalhadoras, que, em vez de terem acesso a concursos públicos, são submetidos a contratos temporários, é uma prática de quem enxerga o Estado sem amor pela coisa pública. Ontem eu disse isso ao governador, que abriu sua participação na CPI afirmando que o Estado é um mau empresário. A minha opinião é que é um mau gestor quem faz do Estado uma estrutura incapaz de realizar um bom trabalho”, disse.

Sofia destacou que as contratações emergenciais representavam 19,3% do total de servidores estaduais em 2014 e atualmente chegam a 36,5%. Na Educação, o percentual alcança 56,1%, mais que o dobro dos 27,9% registrados em 2014.

“Mais uma vez, o governo encaminha essa mesma lógica em relação à Metroplan. O desmonte é claro. O Caminho do Meio era um projeto pronto, que representou um esforço de integração entre três cidades, e foi abandonado porque a Metroplan foi destruída pelos governos Sartori e Eduardo Leite. Nós vamos votar a favor da prorrogação dos contratos, mas queremos a recomposição desse órgão estadual e o investimento em planejamento, para que o Estado volte a ter capacidade de coordenar o desenvolvimento e a população possa confiar nas instituições públicas”, concluiu.