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Comunicação Democrática

Sofia Cavedon apoia e luta por uma Comunicação Democrática

 ELEIÇÕES 2026 – Plataforma Política 20 Pontos para uma Comunicação Democrática

O Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) convida as candidaturas a firmar um pacto pela democracia, defendendo a comunicação como um direito humano funda­mental indispensável para a soberania nacional. O documento propõe enfrentar a concentração mediática e o poder das plataformas digitais através de uma regulação democrática, do fortale­cimento do sistema público e da promoção da participação popular, visando assegurar a diversi­dade de vozes e a transparência na gestão pública.

Abaixo apresentamos 20 principais pontos de ação, que são detalhados e aprofundados na Carta-compromisso em defesa da Democracia e por uma Comunicação Democrática e Sobera­na no Brasil (anexa), a qual convidamos as candidaturas à Presidência da República, ao Con­gresso Nacional, aos governos e aos legislativos estaduais a assinar.

Efetivação e Atualização dos Prin­cípios Constitucionais: Atualizar a legislação da radiodifusão e da comu­nicação eletrônica para promover pluralidade e diversidade, regulamentando dispositivos constitu­cionais, como a proibição de monopólios e oligo­pólios, a complementaridade dos sistemas público, privado e estatal e a valorização do conteúdo nacional e regional. Assegurar a reserva de 1/3 do espectro de rádio e TV para cada sistema: público/comunitário, estatal e privado.

Universalização do Acesso Signifi­cativo à Banda Larga: Implementar um plano nacional que trate a inter­net como um direito, reduzindo desigualdades regionais e garantindo a universalidade do acesso significativo à rede, em diálogo com as comunidades.

Regulação Democrática das Plata­formas e Serviços Digitais: Comba­ter o abuso de poder econômico das gigantes de tecnologia, impedindo a propriedade cruzada (entre diferentes meios de comunicação, plataformas e serviços). Estabelecer regras de transparência, mecanismos para combater con­teúdos ilegais – que estimulem discursos de ódio, racistas, misóginos, LGBTIA+fóbicos e capacitistas -, obrigações e mecanismos de combate a danos coletivos, devido processo, proteção a segmentos vulneráveis e marginalizados.

Soberania Tecnológica e Infraes­trutura Nacional: Investimento para desenvolvimento de aplicações próprias gratuitas para reduzir a dependência de corporações estrangeiras. Proibir a privatização de instrumentos como o Serpro e a Dataprev, garantindo a gestão pública dos bancos de dados nacionais. Ciência, tecnologia e inovação a ser­viço do interesse público.

Fortalecimento e Independência da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) e demais empresas públicas de Comunicação: Garantir orçamento adequado, autonomia editorial, concurso público para as empresas de comunicação pública. Restabelecer o Conselho Curador da EBC e expandir a Rede Nacional de Comunicação Pública.

Participação Social nas Políticas de Comunicação: Instituir Conselhos de Comunicação Social (nacional e estaduais), com maioria da sociedade civil em diversidade, e realizar a II Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), antecedida por etapas municipais e estaduais.

Fomento às rádios e mídias comuni­tárias e populares: Facilitar proces­sos de outorga, impedir a criminali­zação de rádios comunitárias e criar fundos de financiamento específicos para veículos comuni­tários e populares, promovendo a diversidade e o direito à comunicação.

Distribuição Equitativa de Verbas Pu­blicitárias: Destinar no mínimo 10% da verba pública de publicidade para veículos locais, mídias alternativas e comunitárias.

Arquitetura Regulatória Convergen­te: Criar uma estrutura de regulação que abranja de forma integrada a radio­difusão, as telecomunicações e a internet.

Garantia de Integridade da Informa­ção: Implementar políticas públicas participativas, federal e estaduais, de combate à desinformação e ao discurso de ódio e campanhas de conscientização para proteger a democracia e grupos vulnerabilizados.

Educação Midiática e Letramen­to Digital: Ampliar programas de formação crítica para a sociedade, integrando o tema ao currículo escolar e espaços de educação popular.

Atualização do Marco Legal das Comunicações: Construir um novo marco legal convergente, baseado na transparência e no direito humano à comunicação.

Promoção da Diversidade e Inclusão: Instituir mecanismos que garantam a representatividade de raça/etnia, gêne­ro, orientação sexual e territorial na produção de conteúdo de radiodifusão e medidas para comba­ter a violação de direitos humanos.

Uso de Softwares Livres na Adminis­tração Pública: Adotar padrões abertos e tecnologias não proprietárias para garantir transparência e autonomia do Estado.

Proteção de Dados e Privacida­de: Fortalecer a ANPD e o CGI.br, garantindo que a coleta de dados biométricos e pessoais respeite rigorosos padrões éticos.

Regulação dos Serviços de Strea­ming: Criar regras para o audiovisual online que combatam a concentração de poder, redistribuam recursos e fomentem a produção nacional e regional, especialmente de grupos marginalizados.

Regulação da Inteligência Artifi­cial: Estabelecer regras para desen­volvimento e uso da Inteligência Artificial voltadas à garantia de direitos que: vetem o uso com risco excessivos (como reconhecimento facial na segurança pública); combatam o racismo e a violação de direitos; definam responsabilidades e obrigações para quem desenvolve e aplica esses sistemas; e que protejam os conteúdos e trabalho humanos.

Proteção a Jornalistas e Comuni­cadores: Fortalecer programas de proteção contra violências e intimi­dações, especialmente para profissionais da comunicação e comunicadores que atuam em territórios de conflito.

Transparência na Gestão Pública: Garantir o acesso à informação com linguagem simples e formatos acessí­veis, além de realizar audiências públicas sobre o orçamento da comunicação.

Proibição da Propriedade de Mídia por Políticos: Efetivar o artigo 54 da Constituição para impedir que pesso­as detentoras de mandato possuam concessões de rádio e TV.