Convidado pela CPI dos Pedágios para explicar as concessões de rodovias dos Blocos 1,2 e 3, o governador Eduardo Leite rejeitou participar da reunião do colegiado nesta segunda-feira (06/04). Sem a presença de Leite, a CPI aprovou o requerimento que pede o afastamento do conselheiro-presidente da Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do RS (Agergs), Marcelo Spilki, e reforçou a necessidade de prorrogar o trabalho da comissão. A deputada Sofia Cavedon criticou a ausência do governador e cobraram explicações sobre a modelagem de concessões.
Sofia disse que não a surpreendeu a negativa do governador Eduardo Leite em estar presente na reunião da CPI nesta segunda-feira, na quarta-feira ou em propor alguma data. Para ela, o que a base do governo está fazendo é retirar o quórum para não haver prorrogação da CPI, impedindo o debate no Estado sobre o modelo de concessões de rodovias e, ainda, impor mais um edital que vai atingir as regiões da Serra e do Taquari.
“Quando o governador fez a bravata de dizer que estaria na CPI, que não precisava nem convidar, que ele queria vir, era porque ainda tinha projetos nacionais, porque ainda tinha um espaço para disputar. Agora, ele quer que aconteça, sem muito debate e sem muito desgaste, a implementação dos blocos”, frisou. Sofia acrescentou ainda que o modelo de governar de Eduardo Leite há oito anos é “fingir que dialoga, mas não dialoga. Opera com a maioria o seu programa neoliberal privatizador, que retira direitos de trabalhadores e trabalhadoras”. Para a parlamentar, esse modelo fez mal ao Rio Grande.
“Não crescemos como o Brasil, a juventude está fora da escola, não temos nada ainda construído para a prevenção de enchentes nem para as secas e estiagens, caso venham. É um desastre!”, qualificou. A deputada lembrou que a CPI fez audiências com representantes do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), do Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer) e da Agergs, e que todos afirmaram não ter feito estudos com a Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR).
“Seria mais barato e poderia não haver mais pedágios, porque, com os investimentos de R$ 3 bilhões do Funrigs (que irão para os Blocos 1 e 2), daria para fazer muita obra”. Ainda conforme Sofia, o governo do Estado não quis o estudo do BNDES. “Assim, não há estudo da Agergs, que virou um braço do governador e não tem nenhuma autonomia. Não há estudo nenhum. Leite e seu vice, Gabriel, são responsáveis pelas piores escolhas”, frisou, prometendo seguir denunciando a face de “fake news do governador”.
Fonte: Portal da Bancada do PT/RS.